Consciente
A Organização Mundial da Saúde (OMS) declara que 322 milhões de pessoas em todo o mundo vivem com depressão. Considerada o "mal do século", ela ainda é um desafio para médicos e pacientes por tratar-se de um tabu na sociedade.

Informe-se mais sobre saúde mental e converse abertamente.

A saúde mental é parte integrante e essencial da saúde. A Constituição da Organização Mundial da Saúde, a OMS, afirma: “Saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a mera ausência de doença ou enfermidade”. Uma implicação importante dessa definição é que a saúde mental é mais do que a ausência de transtornos mentais ou deficiências. Trata-se de um estado de bem-estar no qual um indivíduo:

  • Realiza suas próprias habilidades
  • Pode lidar com as tensões normais da vida
  • Pode trabalhar de forma produtiva
  • É capaz de fazer contribuições à sua comunidade

“Saúde mental e bem-estar são fundamentais para a nossa capacidade coletiva e individual como seres humanos, para pensar, nos emocionar, interagir uns com os outros e ganhar e aproveitar a vida”, lembra a Organização.

Neste contexto, a promoção, proteção e restauração da saúde mental podem ser consideradas uma preocupação vital dos indivíduos, comunidades e sociedades em todo o mundo.

Segundo a OMS, os transtornos mentais atingem cerca de 700 milhões de pessoas no mundo, representando 13% do total de todas as doenças. Mesmo assim, falar sobre transtornos mentais ainda é um assunto muito delicado. Apesar de doenças como esquizofrenia e psicose serem as primeiras lembradas ao se falar no assunto, elas não são as mais frequentes. No topo da lista estão a depressão e a ansiedade.

Apesar dos altos números, muitas pessoas consideram a depressão e a ansiedade mais um “estado emocional” do que uma doença. O que é um erro grave: não dando o devido valor a esses sintomas, pode-se adiar o diagnóstico da doença, agravar seu estado e, até mesmo, prejudicar seu tratamento.

É necessário entender que o transtorno mental é uma doença como qualquer outra, como diabetes, por exemplo. É necessário buscar tratamento para que os sintomas sejam controlados e, assim, a pessoa possa levar uma vida normal.

Desinformação aumenta o preconceito que cerca os transtornos mentais, e o preconceito breca a evolução. Vencer isso é um verdadeiro desafio!

A grande maioria das pessoas com doenças mentais não está devidamente diagnosticada, e muitas diagnosticadas ainda estão sem tratamento. Isso acontece muitas vezes devido ao preconceito.

Parte desse preconceito existe justamente pela falta de informação. O assunto ainda é considerado tabu e dificilmente é discutido abertamente, até mesmo na mídia. Também não existem muitos materiais informativos ou campanhas para esse tipo de doença, e a informação é uma aliada importantíssima no diagnóstico e na busca de tratamento, podendo fazer toda a diferença para a qualidade de vida e o bem-estar do paciente.

As pessoas ainda têm muita dificuldade e pouco acesso a informações que as auxiliem a compreender que existe, na maioria dos casos, um comprometimento orgânico que causa alterações emocionais, mudanças de humor, de comportamento e do pensamento, e que é necessário um tratamento, efetivo na grande maioria dos casos.